MUDANÇA
Até que enfm deu certo a mudança de endereço do LITERATURA FANTÁSTICA. Já transferi todas as resenhas que foram aqui publicadas para o nosso novo endereço. A idéia de sair da UOL, vem desde que o blog foi feito, já que o espaço aqui é limitadíssimo e as vezes é terrível editar um texto por aqui, portanto, os nossos visitantes já podem ir alterando o nosso link nas suas listas de favoritos, substituindo-o por :
Aproveito esse espaço para agradecer os companheiros do blog CINÉFILOS, em especial o meu amigo Michel, por ter criado esse novo espaço para nós, grandes fãs da literatura em geral.
A literatura continua fantástica, só mudou de endereço.
AS CRÔNICAS DE NÁRNIA

O SOBRINHO DO MAGO
O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA ROUPA
Mais um clássico da Literatura Fantástica. As Crônicas de Nárnia de C. S. Lewis, parecem ter similar importância à obra do genial J. R. R. Tolkien na Inglaterra em meados do século XX. Mas a semelhança entre esses autores não termina em suas nacionalidades. Ambos, além de ingleses, tem em suas obras máximas, uma forte influência cristã (em Lewis essa influência é bem mais explícita), além da criação de um universo mágico, onde criaturas das mais diversas espécies convivem juntas.
Lewis cria em Nárnia, um lugar perfeito, onde os animais falam e seres mitológicos e reais dividem o mesmo espaço, mantendo uma forte amizade e uma doce harmonia. Mas o que seria Nárnia?
Nárnia é um território de paz, criado pelo sábio Leão Aslam (uma clara alusão ao Deus cristão) depois de um belo canto (o que lembra também a origem da Terra Média de Tolkien, criada após Eru dar vida aos Ainur, que com suas melodias perfeitas realizam a criação, como descrito no magnífico Silmarillion), que deu origem a todas as coisas existentes.
As duas primeiras crônicas (ligadas ao primeiro filme), colocadas nessa ordem (que não é cronológica, já que a primeira aventura escrita em Nárnia foi “O Leão, A Feiticeira e o Guarda Roupa”) por vontade do próprio escritor, mostram essa origem do universo, como a Bruxa branca chegou em Nárnia e como se deu o retorno de Aslam e a guerra contra as hordas da temida bruxa.
Talvez a principal diferença entre Lewis e Tolkien, seja o público alvo ao qual suas obras foram direcionadas. Enquanto as aventuras na Terra Média são direcionadas a um público que está transitando da infância para a idade adulta, essas duas primeiras crônicas de Nárnia são claramente direcionadas às crianças. A quase ausência de violência e a colocação de crianças como personagens centrais da história corroboram isso. Mas isso, com certeza, não impedirá os marmanjos, fãs dessa chamada Literatura Fantástica, de se deliciar com o livro.
Boa leitura e preste atenção ao abrir o seu guarda roupa de agora em diante, pois quem sabe ele pode ter sido construído com algum material mágico e levá-lo a aventuras inimagináveis? Caso isso não ocorra, abre o livro e faça isso da maneira mais fácil.
PS: Para ver a resenha do filme, no blog Nem Todos São Arte, clique AQUI.
Por Vladimir de Sousa
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