UMA NOVA MITOLOGIA ESPACIAL

 

Com O restaurante no fim do universo, a série do mochileiro das galáxias ganha contornos mitológicos. Uma mitologia que a exemplo de tantas outras tem a preocupação de explicar a origem do universo e o sentido da vida, mesmo que ela não tenha sentido nenhum.

Diferentemente de outros mitos que constroem o Cosmos, em sua mitologia Adams vai destruindo tudo o que estiver à sua frente: A terra; a egolatria; e nesse segundo título da série, o universo.Pois é no milliways, o tal restaurante, que vemos todo o infinito se esvair. Um espetáculo ímpar para quem degusta um boi suicida.

Essa continuação é acentuada pelo humor sarcástico do escritor inglês, principalmente devido à sua atitude iconoclasta sempre velada por um verniz cômico. Este é o maior mérito da obra, já que aqui a função lúdica da literatura é destruir para fazer-nos rir, e pensar.

 

Serviço: ADAMS, Douglas. O Restaurante no Fim do Universo “The Restaurant at the End of the Universe”. [Tradução de Carlos Irineu da Costa]. Sextante, 2004.

 

Sérgio Filho

O MUNDO MÁGICO DE 
HARRY POTTER
PARTE III DE IV
 
Mas é no terceiro livro, considerado por muitos o melhor até agora escrito, que Harry enfrenta momentos verdadeiramente sombrios, não só com relação aos seus inimigos, mas também a seus sentimentos e lembranças. Em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, um dos assuntos mais dolorosos para o garoto será abordado, a morte de seus pais. A questão é que Harry é órfão, seus pais foram mortos quando ele ainda era muito pequeno, exatamente pelo tal Voldemort, por isso ele é tão famoso no mundo da magia, “ele é o garoto que conseguiu sobreviver”, fato que o leva a ser criado por seus tios, que não gostam nada da idéia de ter um sobrinho bruxo e fazem de tudo para escondê-lo da vizinhança e o tratam como se fosse nada. Logo no início da narrativa o garoto discute com seus tios e resolve sair de casa, no caminho encontra um tenebroso cão negro que parece querer atacá-lo, mas que desaparece logo em seguida, é com esse clima que a autora nos leva de volta a Hogwarts, onde todos estão assustados com a fuga que ocorreu na prisão para bruxos, Azkaban, o prisioneiro, Sirius Black é considerado um perigoso assassino e seria responsável por ter dito a Voldemort onde encontrar os Potter e também de ter matado um outro bruxo amigo da família. A proteção em torno do menino bruxo é grande, mas parece que nada impedirá Black de chegar até ele e matá-lo, ou quem sabe, o contrário, já que Harry se deixa dominar pelo ódio e anseia por encontrar o responsável pela morte de seus pais. 
 
               
Em Harry Potter e o Cálice de Fogo, (por sinal este é o livro que foi recentemente adaptado para as telonas e que tem estréia mundial marcada para o dia dezoito de novembro deste ano) a autora vai abordar pela primeira vez a questão amorosa na vida do garoto e é onde também Harry vai encarar a morte de frente, quando presencia o assassinato de um colega, tudo isso para que Lord Voldemort conseguisse ficar forte o suficiente para retornar com força total e colocar o mundo da magia sobre o domínio das trevas mais uma vez. Para conseguir, Voldemort envolve Harry em um jogo quase mortal, o torneio tribruxo, uma competição entre três escolas de magia, entre elas Hogwarts. Para participar do torneio, os alunos mais velhos colocam seus nomes dentro do Cálice que dá título ao livro, no dia marcado, o cálice cospe os nomes escolhidos que participarão, um nome para cada escola, qual não é a surpresa de todos quando no dia da cerimônia, um quarto nome é escolhido pelo cálice, adivinha de quem? Isso mesmo, Harry Potter. Depois de muitas discussões, o torneio com quatro participantes ao invés de três, é permitido, mas só no final de tudo, depois que o garoto consegue superar as mais diversas provas, que vão desde enfrentar dragões até um labirinto cheio dearmadilhas, é que o mirabolante plano de Voldemort se revela e mais uma vez o mundo da magia se vê em perigo. 
CONTINUA... 
Por Leonardo Martins
 
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