IRVING WALLACE

E O SEU SÉTIMO SEGREDO

 

“Embora muita coisa seja estranha demais para se acreditar, nada é estranho demais que não possa ter acontecido.” (Thomas Hardy).

“Depois que se eliminou o impossível, o que resta, por mais improvável que seja, deve ser a verdade.” (Sir Arthur Conan Doyle).

 

Thomas Hardy e Sir Arthur Conan Doyle, em suas respectivas frases, traduzem de forma perfeita os pensamentos que permearão a mente dos leitores de O Sétimo Segredo. Talvez por isso estejam inclusas no prólogo do livro.

Irving Wallace é autor de livros premiados, incluindo, entre outros, o consagrado - e excelente - “O Prêmio” (uma abordagem fantástica sobre as intrigas e implicações pela entrega de um prêmio Nobel) e a “27ª Mulher” (que conta a história da 27ª esposa de um patriarca mórmon e da importância que essa mulher teve na abolição do casamento poligâmico na América do Norte). Uma das características mais marcantes nas narrativas de Wallace é o modo como ele  costuma ‘desmembrar’ suas tramas (mutíssimo diversificadas, vale ressaltar) oferecendo ao leitor várias possibilidades interpretativas.

Em “O Sétimo Segredo”, Wallace utiliza como ‘pano de fundo’ deste ensaio, um fato que mesmo tendo decorrido décadas desde seu acontecimento, ainda intriga a muitos...

O que realmente teria acontecido dentro do Führebunker (Berlim) no dia 30 de Abril de 1945??? Soldados Russos informaram ao mundo que Adolf Hitler e Eva Braun teriam cometido suicídio. Porém, há quem possua outras teorias... E Wallace possui uma das mais IMPRESSIONANTES!!! E o melhor (ou pior) passível de veracidade.

O livro nos confronta com a descoberta de um segredo tão ‘mortífero’, que mesmo 40 anos passados (década de 80, época descrita na narrativa) não conseguem diminuir o perigo que ele representa.

Tudo, em “O Sétimo Segredo”, nos remete à incredulidades, questionamentos, dúvidas (muitas) e, acima de tudo, perplexidade...

Ambientado numa Alemanha dividida (quando ainda existia o muro de Berlim, sendo este praticamente um “personagem” no livro) a história começa quando o Drº Harrison Ashcroft, da Universidade de Oxford, está completando a biografia ‘definitiva’ de Hitler. Nesse ínterim, o professor  recebe ‘algo’ que comprovará, de forma irrefutável, que Hitler e Eva provavelmente não se mataram... e que o Führer pode ter participado de alguns fatos marcantes da História mundial... só que após 1945 (???!!!). Entretanto, motivado por um acontecimento intrigante, Harrison não conseguirá comprovar sua obra.

Dentro de um contexto que inclui História (ciência), espionagem, caça à nazistas refugiados (inclusive os asilados na América do Sul) suspense, arte, romance, teorias assustadoras e um ‘apanhamento’ fascinante do povo alemão dividido pelo pós-guerra, o ‘Sétimo Segredo’ é um livro, no mínimo, surpreendente.

Rex Foster (Norte Americano. Arquiteto que descobre uma intrigante ‘planta arquitetônica’), Nicholas Kirvov (Russo. Curador de museu, que adquire um quadro original pintado por Hitler), Tovah Levine (Israelense. Agente do Mossad, serviço de inteligência de Israel), Emily Ashcroft ( Inglesa. Pesquisadora e filha de Harrison) e Evelyn Hoffman (Alemã. Uma berlinense extraordinariamente parecida com Eva Braun) são os personagens centrais desse romance que, muito provavelmente, deixará o leitor, certamente, estarrecido, diante das possibilidades e dos acontecimentos apresentados...

                

“Na terra de ninguém do ‘Muro de Berlim’, cada um dos citados personagens terá sua vida alterada pela descoberta do Sétimo Segredo.” 

Por Flávia Pires

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