A DIVINA COMÉDIA

 

Agora, para quem curte literatura mesmo, vou indicar um clássico...A DIVINA COMÉDIA (de Dante Alighieri)... No começo parece meio complicado para ler pois a obra é meio arcaica então a forma de escrita deles era com muitas metáforas e culta...mas com o decorrer da leitura, você caro leitor se acostuma e nem nota mais... A Divina Comédia mostra os círculos do inferno, onde para cada circulo fica um tipo diferente de pecador...Também mostra o purgatório e os círculos do céu... Para se ter noção da importância dessa obra...Praticamente todas visões ou descrições do inferno feitas em filmes, obras literárias ou até desenhos já foram baseadas no inferno da Divina Comédia (também conhecido como Inferno Dantesco ou Inferno de Dante)...

Bom, se você curtiu A DIVINA COMÉDIA tem a obrigação de ler o AUTO DA BARCA DO INFERNO (de Gil Vicente)...Virou ate peça de teatro... Auto da Barca do Inferno é um auto onde o barqueiro do inferno e o do céu, esperam à margem os condenados e os agraciados. Os que morrem chegam e são acusados pelo Diabo e pelo Anjo, mas apenas o Anjo absolve. O primeiro a chegar é um Fidalgo, a seguida um agiota, um Parvo (bobo), um sapateiro, um frade, uma cafetina, um judeu, um juiz, um promotor, um enforcado e quatro cavaleiros. Um a um eles aproximam-se do Diabo, carregando o que na vida lhes pesou. Perguntam para onde vai a barca; ao saber que vai para o inferno ficam horrorizados e se dizem merecedores do Céu. Aproximam-se então do Anjo que os condena ao inferno por seus pecados. "O auto da barca do inferno e exemplo acabado da sátira de Gil Vicente aos usos e (maus) costumes do seu tempo, em especial ao poder corruptor do dinheiro e ao desregramento sexual..."

agora é o seguinte...Se você curte quadrinhos e literatura também...Uma ótima obra...Talvez uma das melhores que já vi é...DEUSES AMERICANOS (de Neil Gaiman - isso mesmo o criador do Sandman)... Nessa obra ele junta os Deuses de todas mitologias para atacar a América... é uma viagem assustadora, estranha e louca que envolve um profundo exame do espírito americano. Gaiman ataca desde a violenta investida da era da informação até o significado da morte, sem sacrificar seu peculiar senso de humor e o rico estilo narrativo que ele vem exibindo desde Sandman.

 

Por Mago HellBlazer

O QUARTO K

 

Acho que esse é o terceiro ou quarto livro que leio escrito pelo excelente Mario Puzo. O melhor deles ainda é de longe o clássico O Poderoso Chefão. Mas esse com certeza é um dos melhores livros que ele já publicou.

Ambientado em um futuro não tão distante e não tão impossível (trocando apenas o Kennedy por outro qualquer), Puzo nos coloca dentro de uma trama violenta, perigosa e o pior de tudo, com exceção de alguns exageros que a própria obra permite, possível.

Não tem como não notar uma pequena semelhança entre Francis Xavier Kennedy e William W. Bush, mesmo sabendo que quando o livro foi escrito (1990), Bush filho ainda ia demorar um pouco para ser o “dono do mundo”. 

Puzo escreve seu livro baseado em todo contexto que estava vivendo, e acredito eu, incluindo a própria guerra do Iraque (a de 1990, claro). Terrorismo, capitalismo, poder aparentemente ilimitado das grandes corporações, ameaça nuclear, fragilidade da vida, manipulação de fatos pela mídia e principalmente, a facilidade do advento do totalitarismo apoiado pelo próprio “povo” como forma de patriotismo, pois geralmente, “o povo” não percebe a importância do seu direito de opinar e seu dever de participar, delegando todas as suas responsabilidades nas mãos de outros, que no final das contam não governam para quem vota, e sim para quem tem mais dinheiro. Isso é fato, seja na vida real ou em uma realidade fictícia como é o caso dessa criada por Mario Puzo.

O livro nos leva a momentos repletos de tensão, nos fazendo mudar constantemente de opinião sobre o desenrolar da trama. Mas se no início, Puzo arrisca e acerta em cheio através do impacto de dois terríveis assassinatos, erra feio em tentar fazer um final Disney, onde tudo acaba da mesma forma que começou, servindo apenas como um alerta através de uma lição de moral. Disso eu não gostei.

Uma leitura que com certeza vale muito a pena.

 

Serviços: PUZO, Mario. O Quarto K. Editora Record. Rio de Janeiro, RJ.

 

Por Vladimir de Sousa

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