JUDAS PRIEST:

“JUDAS IS FUCKI’N RISING”

 

Isso mesmo, para o meu delírio e milhares de outros Headbangers mundo a fora, a melhor banda de Heavy Metal de todos os tempos está de volta, com sua melhor formação e com um disco literalmente MATADOR!!!!!!!!!!!!!!

Judas Priest é uma banda de Metal dos anos 70, que ganhou notoriedade mundial com o clássico disco, British Steel (mais conhecido como o disco da gilete). A banda manteve sua formação com o vocalista Rob Halford (The Metal God) até início dos anos 90, quando lançaram um de seus melhores álbuns, o Painkiller. Após sua saída Halford montou o excelente Fight, assumiu sua homossexualidade, enfrentando todo o enorme preconceito que existe no ridiculamente machista meio, gravou um disco ridículo em uma tentativa de banda (O Two), até criar vergonha na cara e voltar a fazer Metal, que é o que ele sabe fazer melhor. Montou a banda Halford, juntamente com o produtor Roy Z (Produziu os melhores álbuns da carreira solo de Bruce Dickinson e o ótimo e injustiçado álbum The Dark Ride do Helloween), lançando três discos maravilhosos (um deles um duplo ao vivo) e mostrando aos ex-companheiros de banda, como realmente se faz METAL. Talvez o ápice da carreira solo de Rob Halford tenha sido na emocionante e espetacular apresentação de sua banda no Rock in Rio III (ele esteve com o Judas na segunda edição do festival), onde em alguns momentos, tocando músicas de sua antiga banda, o público se manifestava de tal forma acompanhando as canções, que o emocionado vocalista nem precisava cantar. Foi o mesmo que empurrar um bêbado de ladeira, já que o Judas vinha muito mal das pernas devido a seu imbecil flerte com o New Metal de bandas como Korn, Pantera etc. Nenhuma culpa do vocalista substituto Tim Owens (que agora está em outra de minhas bandas preferidas, o Iced Earth), mas Judas Priest sem Rob Halford, definitivamente não é Judas Priest. Os rumores de que ele voltaria não tardaram a começar, até que a banda lançou um comunicado afirmando que The Metal God realmente havia voltado ao Judas. E aí começou a ansiedade dos fãs, já que o retorno acabou sendo o responsável por um dos álbuns mais aguardados de todos os tempos. E até que enfim a angustiante espera (o lançamento do disco foi adiado várias vezes) acabou, e melhor ainda, com um final maravilhosamente feliz. Angel of Retribution é um disco fenomenal, onde as faixas cobrem o estilo das melhores fases da banda. Os caras parecem ser imortais de verdade. É impressionante como Rob canta, como Scott Travis massacra a bateria (o melhor batera que a banda já teve), montando a cozinha da banda com o maravilhoso baixista Ian Hill, e logicamente, o entrosamento sobrenatural dos guitarristas Glenn Tipton e K. K. Downing.

Se você gosta de Judas, ou apenas gosta do bom e velho Heavy Metal, corra, compre Angel of Retribution e se delicie com faixas maravilhosas, como The Judas is Rising, HellRider, Revolution, Worth Fighting For e todas as outras. Uma aula de como se fazer música pesada lecionada pelos melhores professores que existem.

AS OBRAS MENOS CONHECIDAS DE TOLKIEN PUBLICADAS NO BRASIL

 

ROVERANDOM

 

Estou falando das duas últimas traduções de obras do autor pela Editora Martins Fontes aqui no Brasil. Roverandom e Mestre Gil de Ham.

O primeiro livro de Tolkien lançado no Brasil, fora da tão conhecido mundo da Terra Média, sem orcs, Elfos e Balrogs, foi uma história criada para um dos seus filhos que se encontrava inconsolável após perder um cachorrinho de chumbo na praia durante as férias da família. Como forma de consolá-lo, dando uma justificativa para a criança, Mestre Tolkien cria uma espetacular aventura, envolvendo o castigo de um mago ranzinza a um cãozinho bastante bagunceiro, dragões e até uma viagem à Lua.

Roverandom é mais uma prova da maestria incontestável desse senhor, que criou histórias que encantaram, encantam e encantarão pessoas de todas as idades. Sua obra é tão imortal quanto os Elfos que ele inventou. Mas mesmo assim Roverandom não é um livro que vai agradar a todos, principalmente por tratar-se de uma história bem infantil.

O interessante é percebermos a influência da obra máxima de Tolkien em uma história fora da Terra Média, sendo pela presença de magos e dragões ou até mesmo na indicação da existência das Terras Imortais.

Um livro altamente recomendado pelo Literatura Fantástica.

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