O REINO DO AMANHÃ

Já li muitas revistas em quadrinhos no decorrer dos anos em que as colecionava, revistas de diversas editoras diferentes, como Image, DC Comics e Marvel Comics. E de todas essas revistas duas delas com certeza devem ser citadas. A primeira é a revista MARVELS, da Marvel Comics, que  nos apresentou (pelo menos a nós brasileiros), o melhor desenhista de quadrinhos de todos os tempos (essa é minha opinião pessoal). O nome dele? Mr. Alex Ross. Para quem nunca ouviu falar dele, foi esse jovem gênio o responsável pelos maravilhosos desenhos que aparecem no início da segunda aventura do Homem-Aranha nos cinemas.

Mas nesse momento desejo falar pela sua, até esse momento, obra-prima, que á a mini-série “O Reino do Amanhã” da DC Comics. Nela, Alex Ross apresenta um futuro onde o caos predomina devido ao descontrole dos meta-humanos, que deixavam de ser apenas heróis e vilões, passando a agir como baderneiros. Essa situação deu-se depois do maior herói do mundo, O Super Homem, desistir de tudo e se isolar em sua fazenda. Só que a sua aposentadoria não pode continuar, após fatos envolvendo o motivo de sua desistência de  ser super herói vir a tona. Então, juntamente com a Mulher Maravilha e outros heróis, o super reformula a antiga Liga da Justiça. E é nesse ínterim que somos apresentados a todos os heróis em versões envelhecidas, o que aumenta e muito o charme da história. Enquanto vemos a imortal Mulher Maravilha apresentando sua eterna juventude, vemos um Super já apresentando alguns traços de velhice. Mas nada comparado aos heróis mortais, como o Batman e o Arqueiro Verde. Temos também o Shazam, ou Capitão Marvel já adulto, além da presença de um Lex Luthor ainda mais manipulador e perigoso e que tenta aproveitar-se do rancor de Bruce Wayne para com o kriptoniano e a ingenuidade do Capitão Marvel, contra essa nova liga da justiça.

E é isso o que torna “O Reino do Amanhã” uma das cinco melhores histórias em quadrinhos que já foram feitas até hoje. O jogo de manipulações, que com os fantásticos desenhos quase fotográficos (em seus trabalhos ele cria os personagens a partir de modelos reais) de Ross, tornam a história quase um filme quadro a quadro e a visão da imperfeição dos heróis, como Batman que tem como o terror a melhor forma de evitar crimes em sua Gothan City, ou do próprio Super-Homem que deseja criar uma mega prisão onde todos os meta humanos devem ser presos independente da transgressão cometida, ou até mesmo do tão esperado romance entre Clark Kent e a Mulher Maravilha. Mas nada se compara à magnífica e mais espetacular luta já vista em todos os tempos que ocorre entre o manipulado Shazam e Superman, envolvendo raios, visão de calor, bombas nucleares e muitas mortes. Perfeito!!!

Em Marvels tivemos a quebra de perspectiva e visão do mundo através dos olhos dos heróis, passando a ser protagonista da história um simples repórter, que poderia ser qualquer um de nós (falarei melhor dessa mini-série posteriormente), e isso de certa forma continua aqui em “O Reino do Amanhã”, onde o narrador da História é um idoso, que acompanha todos os acontecimentos em uma forma etérea, vendo tudo o que acontece, mas sem poder influenciar em nada. É esse personagem que dá o tom de tensão e melancolia da história, onde através da suas citações do Apocalipse bíblico temos a certeza de que não teremos vencedores nessa história, apenas derrotados e sobreviventes.

Impossível dar uma nota para uma obra prima como essas, indispensável até para quem não gosta de HQ’s.   

 

Vladimir de Sousa          

INSÔNIA

A pior coisa que Stephen King já escreveu!!! Já li diversos livros do mestre Stephen King, alguns até bem fracos, mas com certeza esse foi o pior. King tem o dom de assustar, entende como ninguém a arte de fazer o seu leitor ficar preso a leitura de tal maneira que poucos autores conseguem fazer. Livros como o grandioso e excepcional “A Coisa” (para muitos a sua obra prima) e Tommynokers são ótimos exemplos de sua genialidade. O que passa longe de acontecer nesse Insônia.

Li esse livro em um tempo recorde de UMA semana (sempre leio seus livros em no máximo 2 dias) o que comprova o quão decepcionante para mim foi esse romance. Extraterrestres, fantasmas, monstros, pesadelos, psicopatas, não tem nada disso aqui, tem si apenas uma história sem pé nem cabeça, de uma ruma de anões carecas com rostos parecidos com os de extra-terrestres de filmes que decidem a hora da morte do povo de uma pequena cidade no Maine (sempre lá), cortando os balões que ficam presos as auras dessas pessoas... Até que um senhor idoso, após a perda de sua mulher para o câncer, começa a sofrer de insônia e passa a enxergar isso tudo. Some a isso uma séria discussão a respeito do direito de aborto em um trama sem nenhum pingo de graça (a não ser a torturante e muito bem feita descrição da insônia do personagem principal) e um final onde o bem vence (mas não completamente) o mal e espanta o temporal, que você terá Insônia. O pior pesadelo dos fãs de Stephen King e digno de nos deixar insone, um péssimo livro.

De fato quem acabou com insônia fui eu que perdi duas noites de sono para conseguir terminar de ler esse livro e poder devolvê-lo ao seu dono.

 

Vladimir de Sousa

[ ver mensagens anteriores ]
Visitante número: